10/01/2017 - 10h04min

Legado maldito

Por Valdemir Caldas

Valdemir Caldas

 

Há quatro anos, o Ministério Público do Estado de Rondônia vem tentando convencer a Câmara Municipal de Porto Velho a reduzir o número de cargos comissionados.

Nesse período, recomendações foram feitas e acordos assinados. O MPE/RO chegou, inclusive, a ajuizar Ação Civil Pública para enquadrar a Câmara. Louvável o trabalho desempenhado pelo Promotor de Justiça Geraldo Guimarães, mas a missão tem sido árdua.

No final do ano passado, o plenário da Casa aprovou a Resolução nº. 604/2016, publicada no Diário Oficial do Município nº. 5.357, de 22 de dezembro, mexendo na estrutura organizacional. Alguns cargos foram extintos, reconheça-se, mas o corte não alcançou a profundida que se esperava.

A estrutura da Câmara continua pesada e não há previsão para a realização de concurso público, como propôs a juíza responsável pelo caso, conforme ficou ajustado em audiência, exarada em ata, realizada no dia 3 de março do ano passado entre representantes da Câmara e do MPE/RO.

O jovem presidente Maurício Carvalho (PSDB) vai precisar munir-se de fé, determinação e força de vontade para desvencilhar-se do legado maldito deixado pelo seu antecessor e manter o barco na rota.

Sair dessa condição maléfica e mudar a imagem nada confortável de que desfruta o parlamento municipal perante parcela significativa da opinião publica, no ritmo desejado pela sociedade, não será tarefa fácil. Há um longo caminho a percorrer. Qualquer saída definitiva para este e outros problemas é plural.

 

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