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O Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público decidiu na sessão desta terça-feira , 9 de março, determinar a suspensão do vigésimo concurso para promotor de Justiça substituto do Ministério Público do Estado de Rondônia. A decisão ocorreu na apreciação do procedimento de controle administrativo nº 152/2010-82, autuado a partir de representação em que o autor alegava que a empresa contratada para a organização do concurso também oferece cursos preparatórios para a carreira do MP.
O procedimento de controle administrativo foi relatado pelo conselheiro Mario Bonsaglia, que, na sessão de hoje, apresentou voto (confira aqui a íntegra) para que o Plenário reconhecesse a nulidade do processo seletivo desde o edital de abertura.
Na avaliação do conselheiro, a necessária isonomia e imparcialidade da Fundação Escola Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul (FMP), responsável pela organização do concurso, restou potencialmente comprometida, uma vez que a Fundação ministra cursos preparatórios para o próprio concurso que está organizando. Três membros, dentre os seis da banca examinadora, lecionam ou lecionaram na entidade. Além disso, ficou constatado que o link disponível na página do MP/RO para inscrição no concurso remete ao portal da FMP, onde há material de propaganda dos cursos preparatórios promovidos pela Fundação.
Diante desse quadro, o conselheiro entendeu que houve no processo seletivo ofensa aos princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade, bem como aos dispositivos da resolução nº 40/2009 do CNMP. Para ele, ficou configurado “conflito de interesses advindo da posição ambígua ostentada pela fundação, que, de um lado, responsabiliza-se pelo sigilo das provas e pelo tratamento isonômico dos candidatos e, de outro, tem indisfarçável interesse na aprovação de seus alunos, inclusive alardeando, em sua página na internet, o alto nível de aprovação que tem alcançado.”
Apesar de o conselheiro Achiles Siquara ter pedido vista do processo, o Plenário do CNMP entendeu, por unanimidade, suspender o andamento do concurso, até o julgamento final do procedimento, o que deve acontecer na próxima sessão do Plenário, que acontece no dia 23 de março.
Assessoria de Comunicação
Conselho Nacional do Ministério Público
Postado por cristiano em 10/03/10 às 12:03
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cristiano@hotmail.com
Fica uma armagura danada quando a gente ve uma situaçao como essa nsa e na imprensa e nenhuma manifestaçao do ministerio publico.Se fosse um prefeito,um presidente de camara do interior do estado,ja estaria um promotor dando entrevistas,falando em imoralidade,direcionamento de licitaçao,impessoalidade,improbidade admistrativa,cassaçao de direitos ´politicos,etc.Ainda vem magistrados e promotores,tentar argumentar que eles nao tem previlegios perante os d+ cidadaos.Tem uma coisa que piora a situaçao no nosso estado-Onde o Ivo Cassol poe a mao,apodrece ainstituiçao,como o caso de fazer os grandes deputados no estado ap´rovarem uma lei onde um promotor sem experiencia, amadurecimento,conhecimento juridico,ser o chefe do ministerio publico no esatado.Nao se esqueçam que so pode haver processos em ambito do estado contra o governador se houver a assinatura do procurador geral no remedio juridico.E toma Chico Paraiba conselheiro do tribunal de contas,assemblei cordata e poder absolouto a republica de Rolim de Moura.
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Postado por Claudio Roberto Silva Correia em 10/03/10 às 07:03
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claudio.correia@bol.com.br
É um absurdo, è inacreditavel. e pensar que essa instituição tem como objetivo a defesa da ordem juríca da sociedade como um todo. "Casa de Ferreiro; Espeto de pau" será. não acredito. è incopetencia, descuido, infantilidade. aguardamos pronunciamento do MP. ou isto é passivel de esplicação.
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