​Na terra do prefeito mequetrefe o Natal é escuro e triste

Gessi Taborda 

Publicada em 26 de December de 2016 às 13:12:00

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FILOSOFANDO

Minha concepção do Natal, seja ela à moda antiga ou mais moderna, é algo bastante simples: amar uns aos outros. Mas, pense comigo, por que nós temos que esperar pelo Natal para agir assim?” BOB HOPE (1903/2003), era o nome artístico de Leslie Townes Hope, que nasceu em Londres, Inglaterra, mas acabou se tornando um dos maiores comediantes dos Estados Unidos, onde foi criado. Fez dupla com Bing Crosby e foi o mais emblemático apresentador do premio Oscar.

 

FANTASIA INESQUECÍVEL

Nessa data não tem como, no meu caso, deixar de lado as reminiscências.

Como se esquecer dos meus tempos de criança, quando o meu saudoso pai Antônio Taborda Neto – certamente combinado com minha mãe – me levava para o quintal onde, com sorte, eu poderia ver no céu estrelado o Papai Noel na sua carruagem puxada por renas da Groelândia.

Da Groelândia? Para o seu “Toninho”, sim (hoje acho que meu pai não tinha muita certeza de que o bom velhinho vinha era da Lapônia).

Tudo isso para dar tempo à também saudosa minha mãe, dona Lael, de colocar os presentes no pé da árvore de natal, como se ali tivesse ido parar pela mágica do Papai Noel, figura em que eu na minha inocência infantil acreditava de verdade.

Como era gostoso comemorar a data em que a família – com parentes que vinham de longe – e alguns vizinhos convidados se reuniam para uma mesa farta, decorada com coisas brilhantes, numa ceia em que não faltavam cantigas e até orações.

 

CIDADE FEIA

Tudo isso ficou no passado distante. Hoje, sem meus pais e com cada filho vivendo com suas próprias famílias, praticamente não se comemora mais o natal em nossa casa. A mulher, dra. Conceição Mesquita Taborda, deixou de lado os penduricalhos do Natal e nem árvore cheia de luzes e enfeites existe mais. Nossos pais vivem na eternidade, nossos parentes já não aparecem com a frequência de antigamente. O Natal não é mais o antigo cenário de alegria e brilho. Até parece que a gente já nem liga.

 

NA CIDADE SEM BRILHO

A própria cidade onde nós vivemos, essa Porto Velho querida, perdeu a beleza especial das antigas festas natalinas. Vítima de um prefeito mequetrefe a cidade está escura, sem brilho, sem a tradicional decoração. O prefeito de malas prontas para certamente gozar a “dolce vita” que o cargo proporcionou à chamada “Turma do Quibe” fechou de forma inquestionável sua biografia de político de baixo clero deixando a cidade nessa situação de vergonha, para vingar a derrota acachapante sofrida nas eleições.

 

REAÇÃO DESVAIRADA

E assim, aqui estamos na única capital de estado do país onde a malfadada incompetência de um prefeitim mequetrefe anulou a cara natalina da cidade.

Criou tamanha decepção no povo e especialmente entre jovens desvairados a ponto de dois desses desequilibrados irem a Ji-Paraná tentar apagar o Natal daquela que é a segunda mais importante cidade rondoniense, incendiando seu Papai Noel gigante.

Estão presos e devem estar imaginando, agora, que o mais racional seria demonstrar suas iras diante da casa do lamentável prefeito (por mais uns dias) Mauro Nazif.

 

TRISTEZA

O embusteiro Mauro Nazif não compreendeu muitas coisas em seu papel de homem publico. Inclusive sua responsabilidade como burgomestre diante da data de 25 de Dezembro, que deve ser tratadas por quem é cristão como a data da maior importância de todos os tempos.

Afinal, trata-se da data do nascimento de Jesus. E graças à sua irresponsabilidade que não deve ser nunca mais esquecida pelos moradores de Rondônia, a indelével tristeza paira no ar da capital dos rondonienses.

Uma tristeza talvez maior do que essa sentida por todos nós que sofremos com a perda irreparável de entes queridos, sem os quais não vemos mais sentido em comemorarmos como antigamente esse dia tão especial.

 

INIMIGO DOS SONHOS

Se por enquanto a cidade rasga sua vestimenta enriquecida pela decoração natalina, nós pelo menos nos confortamos com as ausências dos parentes e amigos que se foram ao acreditarmos que a vida é eterna, e que eles na verdade apenas passaram desse plano para um melhor.

A vida existirá enquanto houver sonhos de enlevo. E se há agora menos sonhos edulcorados pela magia do Natal, debite-se isso na conta desse prefeito que vai certamente cair, dentro de poucos anos, no ostracismo dos cidadãos-contribuintes-eleitores.

 

O PRESENTE

Mas há perspectivas de que nem tudo está perdido. Temos, como um presente de Natal, um pacote de esperança pronto para ser desembrulhado. Trata-se do novo prefeito, Hildon Chaves, tomando posse no primeiro dia de 2017. Ele – até pelas circunstâncias de sua vitória – pode mudar a visão dessa cidade tão abandonada nos últimos anos pelos últimos prefeitos, dando-nos um novo sentido de esperança.

Em décadas, Hildon poderá ser o prefeito que deixará de lado o egoísmo personalista para abraçar de verdade Porto Velho. Poderá ensinar com seus exemplos pessoais o amor ao próximo, não essa prática de só amar quem está próximo do poder, de sua tenda partidária.

 

SEM VIRAR FUMAÇA

Que seja o melhor presente recebido pela cidade após mais de um centenário de vida. Que seja o timoneiro capaz de compreender os anseios da maioria. Que ele tenha como prática o desapego, a solidariedade, a caridade, a determinação de fazer a cidade crescer em cultura, em saúde, em educação e segurança, em empregos, em felicidade para todos nós.

E assim certamente a cidade e seu povo não viverão mais esse Natal descolorido de hoje. Sinceramente isso é o que almejamos como o grande presente: ter pela primeira vez – de forma concreta – um prefeito que não deixe as promessas feitas durante a campanha dissolver-se no ar como fumaça.

 

DESEJOS

Queremos uma Porto Velho bonita, capaz de comemorar natais com alma, com alegria, com solidariedade, com amor e com uma população orgulhosa do lugar onde vive. Então, desejando os melhores augúrios ao prefeito Hildon e seu vice Edgard e a todos os leitores, ficamos ainda revestidos da esperança de que o sacrifício feito para eleger os novos timoneiros de Porto Velho não tenha sido em vão.