31/08/2015 - 16h24min - Atualizado em 31/08/2015 - 16h24min

Em Linhas Gerais: Entidades locais, como a Fiero, não demonstram ter opinião sobre arrocho tributário, talvez para ficar bem com os donos do poder

Gessi Taborda

getaco@gmail.com

FILOSOFANDO

“Viver é enfrentar um problema atrás do outro. O modo como você o encara é que faz a diferença”. Benjamin Franklin (1706/1790), diplomata estadunidense.

ASSUNTO SÉRIO

Escolhi um assunto ameno para abrir a coluna. Ameno aparentemente, mas tão importante como o debate dos temas políticos para a saúde da sociedade. O assunto, confesso, entra na coluna de hoje por incentivo da dra. Conceição Taborda, fisioterapeuta que coincidentemente vem a ser a minha mulher. Ambos fomos ao shopping e pudemos observar o crescente número de gente obesa no cenário de nossa querida Porto Velho.

SAÚDE PÚBLICA
A obesidade é um grave problema de saúde pública na sociedade atual. Inúmeras são as pesquisas científicas direcionadas ao estudo das causas do desenvolvimento da obesidade. Em contrapartida, a prevalência de obesidade vem aumentando exponencialmente, atingindo pessoas de todas as faixas etárias.

CAUSAS
Acostumada a atendimentos de saúde em sua área, com a maioria de pacientes obesos, a dra. Conceição explicou: as principais causas, segundo estudos, são sedentarismo e alimentação inadequada (82,66 %), fatores genéticos (30,6%), nível socioeconômico (30,6%), fatores psicológicos (21,3%), fatores demográficos (16%), nível de escolaridade (5%), desmame precoce (5%), ter pais obesos (3%), estresse (2%), fumo/álcool (1%).

OUTRA CONQUISTA
Inicio essa semana com mais um motivo de agradecimento ao Poderoso e de muita alegria familiar. Depois de vibrar com o meu filho Aldrin conquistando mais um canudo (dessa vez o de bacharel em Direito) agora a alegria vem pelo meu neto mais novo, o Lucas Kalil, que mora em Pirassununga (SP), por ter conquistado a vitória na maratona paulista de matemática. Lucas, com apenas 12 anos, conseguiu se classificar para a disputa da maratona em nível nacional. Tudo isso enquanto seu irmão Isnard Matheus vai se consolidando como músico (trombonista) da Orquestra da Academia da Força Área de Pirassununga.

VAI DEMORAR

Num curto período é improvável que a quantidade de obesos diminua. Para isso, seria necessária uma reformulação no estilo de vida da população. Apesar da recente onda de dedicação aos esportes e à alimentação saudável que certos nichos da sociedade têm demonstrado, ainda devem demorar décadas para que o número de obesos comece a diminuir, o que indica aumento na demanda por cirurgias bariátricas.

INSANIDADE

Retomemos os temas da política. A semana começa com a pauta carregada. O velho discurso de aumentar impostos e ressuscitar o famigerado “imposto do cheque” voltou à tona. Aliás, bem fora de hora, já que o País atravessa violenta recessão com inflação alta e PIB negativo. Os juros são altos e o crédito escasso, o que provoca a falta de investimentos e aumento do desemprego. Só mesmo em mentes insanas como da presidente Dilma Rousseff e do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, poderia passar a ideia de aumentar impostos, piorando em muito a situação da população.


PT ERA CONTRA
Boa hora para “ressuscitar” também a atuação do PT quando ainda era oposição e foi totalmente contrário à implantação da CPMF (cobrança sobre qualquer movimentação financeira) no governo de Fernando Henrique Cardoso, com o intuito de ajudar a falida saúde brasileira. Estranho é que o PT foi contra essa cobrança.

NÃO HOUVE SOLUÇÃO

Afinal já se arrecadou bilhões de reais em impostos com a CPMF e a saúde continua no fundo do poço, com o dinheiro desviado para outras atividades, principalmente políticas. Agora, para tentar sensibilizar o Congresso Nacional e conseguir apoio de governadores e prefeitos, o governo anunciou que parte do imposto também será destinado aos estados e municípios. Uma jogada muito desacreditada! A proposta de resgate CPMF encaminhada pela equipe econômica ao Palácio do Planalto prevê uma alíquota de 0,38% do chamado “imposto do cheque”.

TODO MUNDO CRITICA

A presidente Dilma Rousseff está analisando a conveniência de se propor a medida de elevação de tributo, mas com um pé atrás diante da repercussão negativa e, principalmente, após o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), afirmar que a proposta de elevação de tributos será “um tiro no pé”. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), desafeto do governo Dilma, também criticou a volta da CPMF e disse que o Planalto enfrentará um desgaste desnecessário caso envie esse projeto ao Congresso. Ou seja, dificilmente será aprovado na Câmara dos Deputados. Organizações ligadas ao comércio e à indústria também criticaram a possibilidade, chamando-a de “loucura”, “retrocesso” e “absurdo”. O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade, disse classificar a possível medida como “um absurdo”. “Mais um imposto para a sociedade pagar, enquanto o caminho ideal seria o governo promover uma redução de gastos públicos para deixar a economia se recuperar”, afirmou Andrade ao tomar conhecimento da proposta do governo para fechar o Orçamento da União de 2016.

BURRICE
Ninguém conseguirá convencer o colunista de que aumentar ainda mais a carga de impostos em nosso país a carga tributária não passa de simples burrice. Em um momento difícil da economia, com inflação e desemprego em alta e elevada taxa de juros, essa manobra governista chega a ser uma covardia contra a parcela do povo que produz. Pena é perceber que até agora nenhum representante da classe política rondoniense se manifestou condenando essa sandice. Por aqui, como é praxe, todos preferem ficar do lado que a vaca deita, como se isso não fosse impactar também a vida rondoniense.

Aqui em Rondônia a praxe permite o governo aumente a arrecadação de tributos sem tem de enfrentar nenhum obstáculo posto pela classe política, pelo parlamento. Ele tem tanta força que conseguiu por um ponto final na CPI da renúncia fiscal.

Por seu turno, nada faz de concreto para reduzir seus gastos, na maior parte das vezes decorrentes da falta de gestão e da má administração pública.

NÃO TEM FIM
Não sei qual o motivo que leva nossos principais economistas a não escrever e nem opinar sobre essa conversa de ajuste fiscal.

Para a coluna, em nível nacional essa estória de que o Brasil está no caminho certo é pura fantasia, sem garantia de que isso vá mesmo acontecer em curto prazo.

Joaquim Levy deveria, se não tivesse apego ao cargo (sabe-se lá por quais motivos), sair do governo. “Em vez de reduzir impostos para estimular a recuperação da economia, Levy está fazendo o oposto. Ele está aumentando juros, reduzindo o crédito e aumentando impostos. Com isso, não vai haver fim do ajuste fiscal. Ele vai derrubar a economia de tal forma que a arrecadação vai continuar caindo e você sempre vai precisar de outro ajuste”, palavras utilizadas por Paulo Skaf, presidente da FIESP, que a coluna endossa.

ENTIDADES SUBMISSAS
É uma pena que entidades locais, como a Fiero, não demonstra ter opinião sobre, ou prefere ficar calada para se manter bem com aqueles que exercem o poder nesse momento, esfacelando as possibilidades do estado por pura e absoluta falta de competência.

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