Em Linhas Gerais: Não acabou o protagonismo dos trapaceiros da vida pública brasileira, em parte culpa daqueles que mantiveram os direitos políticos da “impichada” Dilma Rousseff

Gessi Taborda

Publicada em 05 de September de 2016 às 08:44:00

getaco@gmail.com

FILOSOFANDO

“No Brasil, empresa privada é aquela que é controlado pelo governo; e empresa pública é aquela que ninguém controla.” Roberto Campos (1917/2001), Economista brasileiro que foi, também, Senador da República.

BRUZUNDANGAS

Ainda nos anos de chumbo ouvi muitas vezes a frase de que o Brasil é “o país das bruzundangas”. A princípio não sabia direito o significado disso, embora tivesse certeza de que era mais ou menos concordar com a célebre frase de que o “o Brasil não é um país sério”.

Passados tantos anos no batente, e ainda hoje não posso afirmar para meus filhos e netos que esse nosso país mudou.

Vai demorar muito (certamente eu nem estarei mais no mundo dos vivos) a reconstrução desse país; a colocação do Brasil na relação das nações que podem ser chamadas de sérias. Ou seja, ainda seremos por muitos e muitos anos o “País das Bruzundangas”.

NÃO ACABOU

As últimas cenas de vandalismo mostradas na televisão nas grandes capitais serve como o atestado mais eloquente que o último dia 31 de agosto não determinou o fim do poder político que destruiu o Brasil, deixando esse saldo dolorido de mais de 12 milhões de desempregados no país.

Não conseguimos acabar como tanto esperamos com o protagonismo dos trapaceiros da vida pública brasileira. Os autores dessa façanha são aqueles que mantiveram os direitos políticos da “impichada” Dilma Roussef.

SOCIEDADE ENGANADA

Os trapaceiros foram todos aqueles que votaram (ou se abstiveram) na coisa arranjada de fatiar a Constituição em favor de Dilma, com a certeza de que seria possível enganar a sociedade brasileira.

O saldo foi entristecedor. O PT não só colheu o prêmio dado à sua “presidenta”, mas continua como catalizador dessa horda que com a desculpa do protesto saem pelas grandes cidades promovendo a baderna, o vandalismo, na esperança de acender um estopim para acabar com o país.

RONDONIENSES

E as pessoas de bem de Rondônia não podem esquecer os dois personagens que participaram da farsa do dia 31, convalidando com o voto do senador Gurgacz e com a abstenção de Raupp a trapaça de aceitar a mudança da Constituição por um destaque.

Eles inverteram o sentido do voto “não” (pelo impeachment de Dilma) pelo condão do “sim”. Essa tramoia contra a sociedade brasileira deixou claro o desprezo dos políticos pelas determinações legais, pelo texto da própria Constituição em vigor.

Em Porto Velho até esse momento os baderneiros ainda não saíram às ruas promovendo agressões e quebra-quebra. No entanto, a cidade não está totalmente livre desses acontecimentos.

DO ANDAR DE CIMA

Em Rondônia também estão plenamente atuantes os apaixonados por esse petismo que não aprovou o Plano Real, e conseguiu manter o Poder durante 13 anos usando como ferramenta a mentira, a fantasia, a aleivosia e a disseminação do ódio, dividindo brasileiros.

É impressionante o número de pessoas de sólida formação acadêmica, membros de certas elites do cardinalato do serviço público que torcem pelo PT, fazendo questão de desconhecer o crescimento desvairado da corrupção durante o tempo que o lulopetismo mandou no país. São pessoas que, como fanáticos, ainda sustentam essa tese absurda de golpe.

ERA MALDITA

Nesse país de faz de contas a era maldita não acabou no dia 31 de agosto.

O Brasil segue sendo o país das incertezas jurídicas. Foi isso que permitiu termos até o último sábado, no pleito de Porto Velho, um candidato Pinóquio do PT, devidamente condenado exatamente por crimes praticados no exercício do mando do poder municipal, deitando mentiras e demagogias no horário da propaganda eleitoral no rádio e na TV.

Exatamente por essa bizarra maneira de cumprimento legal o tal personagem, finalmente retirado do pleito do qual nem deveria ter participado, era tido como blindado das críticas e revelações da imprensa pela verdadeira mordaça legal da legislação que regula a o pleito. Um intocável que, como sempre dissemos, não deveria estar na disputa e sim em alguma prisão pagando pelos crimes que cometeu contra essa tão desamada capital.

INOCENTES ÚTEIS

Quando somos instados por gente do andar de cima confessando seu alinhamento com o lulopetismo, ficamos refém desse sentimento de perda de tempo, de melancolia.

Como pode haver gente instruída que mesmo informada dos vários dirigentes dessa horda vermelha presos, acusados, denunciados, condenados se postando do lado desses políticos que infelicitaram Rondônia, Porto Velho e o Brasil?

VAI DEMORAR

Diante dessa realidade certamente vai demorar muitos e muitos anos para recolocar Porto Velho, Rondônia e até o próprio Brasil na trilha do desenvolvimento, com harmonia, paz e menos corrupção.

PRESENTE DE GREGO

Em política uma coisa está ligada na outra. Os senadores que votaram para favorecer Dilma certamente não eram ignorantes da determinação da Constituição.

No estranho xadrez político brasileiro, o rei caiu mas o jogo não terminou.

Quem tomou xeque foi a rainha, a peça mais poderosa do jogo, que por aqui tem barba,  não quer dividir palanque algum e do qual as raposas de um certo PMDB querem se livrar, oferecendo-lhe um belíssimo presente de grego. Por aí se pode entender a hesitação de outro PMDB em estragar a trapaça.

Mas, não importa o jogo, trapaça é trapaça e Rondônia e o Brasil não podem conviver com mais uma monumental.  A política já tem trapaças e trapaceiros em excesso.