Sintero exige apuração do uso de gás de pimenta por PM em reunião de escola

A pressão e a intimidação ficou demonstrada pela presença de pelo menos três viaturas da COE, viaturas comuns da PM e do Corpo de Bombeiros.

Assessoria de Imprensa - Sintero
Publicada em 17 de julho de 2017 às 16:41
Sintero exige apuração do uso de gás de pimenta por PM em reunião de escola

A Direção do Sintero considerou desnecessário tamanho aparato, que também era ostentado dentro do ambiente da escola, com a presença de dezenas policiais militares fortemente armados, onde foi disparado spray de pimenta, causando pânico, revolta e mal estar nos participantes.

A Direção do Sintero vai encaminhar expediente à Seduc e ao Ministério Público do Estado solicitando que seja apurado o uso de gás de pimenta pela Polícia Militar em reunião com a comunidade na Escola Estadual Capitão Cláudio Manoel da Costa.

A reunião foi organizada e coordenada pelo deputado estadual Jesuíno Boabaidi (PMN), que é policial militar, e teve a participação da Diretora Geral de Educação da Seduc, Angélica Aires, com a finalidade de discutir a militarização de escolas estaduais pelo governo do estado.

Embora a comunidade tenha demonstrado claramente que é contrária à militarização da Escola Cláudio Manoel da Costa, a reunião de sexta-feira, dia 14/07, teve um direcionamento que passava da tentativa de convencimento à pressão dos pais e alunos.

A pressão e a intimidação ficou demonstrada pela presença de pelo menos três viaturas da COE, viaturas comuns da PM e do Corpo de Bombeiros.

A Direção do Sintero considerou desnecessário tamanho aparato, que também era ostentado dentro do ambiente da escola, com a presença de dezenas policiais militares fortemente armados, onde foi disparado spray de pimenta, causando pânico, revolta e mal estar nos participantes.

Pelo menos três pessoas foram atingidas diretamente pelo gás de pimenta e uma estudante precisou ser atendida na emergência da UPA Zona Sul. Os diretores do Sintero registraram um boletim de ocorrência policial na Unisp da Zona Sul, onde relatou o ocorrido.

A Direção do Sintero reitera que não é contra a Polícia Militar, pois a corporação é importante na estrutura da segurança pública estadual, mas considera que o governo do estado precisa separar qual é a função da polícia e qual é a função da escola.

Durante a reunião a Diretora Geral de Educação da Seduc, Angélica Aires, disse que o estado estaria entregando a Escola Cláudio Manoel da Costa para a Polícia Militar devido ao alto índice de violência no local e pelo fato de a escola ter alcançado um dos piores índices no IDEB.

Para a Direção do Sintero, a Diretora da Seduc responsabiliza os professores e os Técnicos Educacionais pelos problemas da escola, sem mencionar a falta de recursos, a falta de condições de trabalho, a falta de valorização dos profissionais da educação e a ausência do poder público na comunidade.

O presidente do Sintero, Manoel Rodrigues da Silva, disse que não é contra escolas militares. “Se o governo quer ter escolas militares, que as construa. Em vez de militarizar escolas já em funcionamento, o governo deveria oferecer as condições adequadas ao seu funcionamento. Violência se combate com ações de governo e baixo desempenho no IDEB se combate com a melhoria da escola, não com polícia”, disse.

Além do presidente Manoel Rodrigues, participaram da reunião os diretores do Sintero José Augusto Neto (secretário de Imprensa e Divulgação), Dioneida Castoldi (secretária de Assuntos Municipais), Rosenilda Ferreira de Souza Silva (secretária de Gênero e Etnia), e os diretores da Regional Norte Judith dos Santos Campos, Cleusa Ferreira Mendes, Lodeilson Fernandes da Silva e Neilton do Vale Vidal.

Comentários

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    VITOR 18/07/2017

    Essa publicação está equivocada. Quem disse que a comunidade é contra? Com que direito falam em nome da comunidade?

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    VITOR 18/07/2017

    Essa publicação está equivocada. Quem disse que a comunidade é contra? Com que direito falam em nome da comunidade?

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    Walter Neto 17/07/2017

    Tem que militarizar dentro dos bairros, mudar a rotina desses jovens, para enfim ter uma boa perspectiva, e futuramente construir mais escola, mais para momento deve-se utilizar o que posso para ajudar na formação desses jovens que muitas vezes ficam a margem da sociedade. Manoelzinho deve focar nesse sentido e não querer badernar a construção dessa ideia que é muito positiva.

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    dauto 17/07/2017

    É sempre nos professores e nos profissionais da educação que recaem os fracassos de gestores educacionais: tiraram os direitos dos professores, em sala de aula, deram muitos direitos a alunos , sem falar do fracasso do sistema educacional brasileiro, com o sistema de :"tem que aprovar a qualquer custo". Educação é coisa séria em muitos países, até da América do Sul, meno no Brasil.

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