Com obras avançadas, Hospital de Câncer da Amazônia busca credenciamento no Ministério da Saúde

A primeira etapa da obra do Hospital de Câncer da Amazônia soma 6.220 metros quadrados.

Publicada em 04 de November de 2016 às 12:08:00

A primeira etapa da obra do Hospital de Cncer da Amaznia soma 6.220 metros quadrados

A primeira etapa da obra do Hospital de Câncer da Amazônia soma 6.220 metros quadrados

O governador Confúcio Moura e o presidente da Fundação Pio XII, Henrique Prata, visitaram na tarde desta quinta-feira (3) as obras de construção do Hospital de Câncer da Amazônia, iniciadas em maio do ano passado, na BR-364, KM 17, em Porto Velho. O hospital atenderá não apenas aos pacientes de Rondônia, mas, também, do Acre, Amazonas e Mato Grosso. O investimento é 100% fruto de doações de empresários do estado e de outras regiões.

“Para nós, este hospital é motivo de orgulho, e o que cabe ao governo e ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Maurão de Carvalho, é apoiar este hospital, que engrandece Rondônia. Hoje já mantemos o Barretinho, ao lado do Hospital de Base, são R$ 24 milhões ao ano pagos em dia”, disse Confúcio Moura após a visita, acompanhado também do deputado Maurão, do senador Valdir Raupp e deputada federal Marinha Raupp.

O governador disse que se surpreendeu com a estrutura gigantesca e com o andamento das obras, e que há o compromisso de se utilizar R$ 10 milhões provenientes de emenda coletiva de responsabilidade de Maurão na construção da casa da radioterapia, uma proteção de concreto que exige segurança máxima para não provocar irradiação e comprometer a saúde das pessoas.

Com a conclusão do prédio para abrigar o serviço de radioterapia, no qual é utilizado o acelerador, equipamento que emite a radiação a ser produzida para tratamento de câncer, o hospital irá buscar seu credenciamento junto ao Ministério da Saúde. Henrique Prata já conversou com o secretário estadual de Saúde, Williames Pimentel, sobre a vistoria que deve ser feita.

Há dois meses o acelerador, dispositivo de custo superior a US$ 1 milhão, já está no local para ser instalado.

Confcio Moura se disse surpreendido  com a estrutura e andamento das obras

Confúcio Moura se disse surpreendido com a estrutura e andamento das obras

“Estamos de mãos dadas com a força política do estado para atender a esta ação, porque se não sair o credenciamento não poderemos abrir esse ‘gigante’, que tem como propósito de humanização no atendimento, que vai impressionar qualquer serviço privado que tem em qualquer parte da capital de São Paulo e do Brasil”, ponderou Henrique Prata.

Ele explicou ao governador e comitiva que a mulher com câncer, por exemplo, será atendida em todas as especialidades necessárias numa manhã, sem precisar se deslocar centenas de quilômetros, mais de uma vez, para cumprir etapas de atendimento.

A primeira etapa da obra do Hospital de Câncer da Amazônia soma 6.220 metros quadrados, segundo o engenheiro civil Marcelo Bonfim, responsável pela obra. Desse total, em mil metros quadrados estão o ambulatório, a administração, a quimioterapia, a radioterapia e radiologia. Excetuando-se a radioterapia, que teve atraso na construção, as demais dependências estão 80% concluídas.

O projeto de construção do Hospital de Câncer da Amazônia surgiu da ideia de ampliar o serviço que a extensão de Barretos já oferece em Rondônia. Além da quimioterapia e radioterapia, são previstos um centro de pesquisa, banco de tumores, emergência, radiologia com duas salas de raio-X, três aparelhos de ultrassom, uma ressonância magnética, um mamógrafo e um aparelho para tomografia.

Com área total construída de 25 mil metros quadrados, o projeto abrigará um hospital infantil e contará também com laboratório de análises clínicas com seis salas de coleta e duas salas de exames, ambulatório com 20 consultórios, centro cirúrgico com quatro salas cirúrgicas, internação geral com 24 leitos, pediátrica com 16 leitos, indígena com 20 leitos e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com oito leitos.

O governador declarou que o estado sempre será um parceiro do hospital, e que o credenciamento é uma decisão presidencial muito importante para ajudar pessoas da região amazônica, distantes dos centros de tratamento de câncer no Brasil, que não precisarão mais se deslocar para tratamento em Barretos, Goiás e São Paulo.

A expectativa de Henrique Prata é iniciar o atendimento na radioterapia em fevereiro de 2017, caso seja superada a fase de construção do bloco desse serviço e obtido o credenciamento no Ministério da Saúde.

 

Fonte
Texto: Mara Paraguassu
Fotos: Bruno Corsino