Presídio Milton Soares abre mais 470 vagas no sistema penitenciário em Porto Velho

As celas do novo presídio comportam seis pessoas e estão distribuídas em oito blocos construídos numa área superior a oito mil metros quadrados.

Publicada em 24 de November de 2016 às 13:40:00

Andrei agradece, em nome da famlia, pela homenagem a Milton Soares de Carvalho

Andrei agradece, em nome da família, pela homenagem a Milton Soares de Carvalho

 

Com 470 vagas, das quais 250 já estão ocupadas, o Presídio Milton Soares de Carvalho foi integrado formalmente ao sistema penitenciário, nessa quarta-feira (23). Localizada na Estrada da Penal, em Porto Velho, a unidade soma-se a outras ações governamentais nesta área, que incluem também a revitalização de outros prédios.

As celas do novo presídio comportam seis pessoas e estão distribuídas em oito blocos construídos numa área superior a oito mil metros quadrados.

Segundo Davi Inácio, coordenador do sistema penitenciário do estado, o presídio é também seguro para os internos.

O secretário de Justiça, Marcos Rocha, disse que o novo presídio tem estrutura moderna e pessoal treinado pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Segundo ele, o grande sonho é chegar à situação que ocorre na Holanda e Suécia, onde os presídios estão sendo desativados porque a população carcerária é cada vez menor.

Pelas contas do secretário, o sistema penitenciário rondoniense tem, atualmente,  11 mil apenados.

No breve pronunciamento que fez aos servidores da Sejus e alguns convidados, o governador Confúcio Moura destacou que manter um presídio é mais caro que construir escola, e que os estado busca alternativas para a gestão destas unidades. “Temos limites, não podemo fazer tudo”, explicou.

Confcio Moura: manuteno dos presdios  cara

Confúcio Moura: manutenção dos presídios é cara

O governador sustenta que só deve ir para a prisão quem precisa ser retirado do meio social. “Se não for assim, não haverá solução. O custo é muito alto”, resumiu.

Milton Soares de Carvalho, o nome conferido ao presídio, foi agente penitenciário durante 15 anos. Morreu no início deste ano de parada cardíaca, mas deixou sua marca como profissional devotado à profissão tendo, por isto, ocupado postos de direção em diversas ocasiões.

Francisca Leonília, a viúva de Milton; e os filhos Hágata e Andrei receberam a homenagem como reconhecimento pela dedicação do agente.


Fonte
Texto: Nonato Cruz
Fotos: Bruno Corsino